
PROGRAMA DE CONTROLE BIOLÓGICO DAS MASTITES
INTRODUÇÃO:
A grande maioria dos produtores de leite sabe que mastite se constitui no mais sério problema na produção leiteira. O grande desafio está na possibilidade de se controlar esta constante ameaça, levando muitas das vezes quando não controlada a prejuÍzos incalculáveis. O Brasil já é o sexto produtor mundial de leite, mas precisa fazer muito ainda para melhorar a qualidade e poder exportar. A contagem bacteriológica do leite ainda é muito elevada frente aos padrões europeus, o que indica a falta de normas nos processos produtivos. Em julho/2005 entra em vigor a Instrução Normativa nº 51 que envolve mudanças radicais nas normas de plataforma e introdução de normas de origem. Os requisitos exigidos são: padrões máximos de contagem padrão em placas, contagem de células somáticas, resíduos de antibióticos, temperatura do leite pós ordenha e para o recebimento na indústria, além de determinar e padronizar o teor de sólidos totais. Conforme a portaria governamental, até 1º de julho de 2005 os produtores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deverão estar enquadrados na nova regulamentação. Para as regiões Norte e Nordeste, o prazo foi estendido até 1º de julho de 2007. Segundo Inivaldo Corrêa, Médico Veterinário especialista em glândula mamária (Imunologia) e Mestre em Microbiologia, a mastite é uma doença que provoca grandes perdas na pecuária de leite (até 35%) se caracterizando por um processo inflamatório da glândula mamária causada principalmente por bactérias e fungos, podendo também ser decorrente de problemas traumáticos, metabólicos, fisiológicos, alérgicos e até mesmo psicológicos.
Existe uma variedade imensa de bactérias que acometem mastites, e devido a tratamentos inadequados ou incompletos pode de acordo com o meio ou com o indivíduo criar resistência aos tratamentos convencionais com antibióticos.
A mastite, quanto a sua apresentação, se classifica em três categorias: subclínica (podendo evoluir para clínica), clínica (podendo evoluir para crônica) e crônica. No caso clínico, o úbere apresenta-se inchado, avermelhado e quente. A composição do leite se altera, apresentando grumos, pus e sangue.
No estágio crônico, há o endurecimento da glândula mamária, podendo haver o atrofiamento de um dos quartos pela substituição dos ácinos (células secretora) por tecido fibroso.
Já na classificação subclínica, o leite e o úbere não apresentam alterações visíveis, e para detectá-la é necessário realizar a análise do leite. Neste caso o produtor deve usar teste ao pé da vaca denominado de CMT (Califórnia Mastite Teste). Existem recursos mais modernos e sofisticados para se detectar as mastites subclínicas, como por exemplo, a CCS (Contagem de Células Somáticas), já largamente utilizada no Brasil e países desenvolvidos, podendo inclusive o leite ser classificado em qualidade por esta contagem. Pelo seu caráter insidioso são as mais importantes, quer social ou econômico, e devido a baixa eficiência dos quimioterápicos neste tipo de mastite, a sua incidência é maior e de difícil controle.
A prevenção das mastites se dá por um conjunto de procedimentos que quando bem aplicados os resultados chegam a provocar surpresas até mesmo nos mais experientes, não devendo ser dispensados os procedimentos de higiene, de manejo sanitário e nutricional.
Contudo se utilizando uma vacina eficaz e com maior abrangência que é o caso da MASTIPLUS-BR, do Laboratório Vitafort, que reúne em sua composição 13 diferentes cepas de microorganismos (técnica exclusiva do LABORATÓRIO VITAFORT) os resultados são ainda mais surpreendentes.
A medicina volta todas as suas buscas para um controle preventivo biológico da grande maioria das enfermidades e para tanto, vacina é sem sombra de dúvidas o caminho.
O QUE É CONTROLE BIOLÓGICO DAS MASTITES?
O Controle Biológico das Mastites consiste na utilização de vacina (bacterina), que inclui os principais agentes considerados como causadores de mais de 90% de todas as mastites bovinas, (grupo dos agentes contagiosos e o grupo dos agentes da contaminação ambiental) especialmente aqueles que são os responsáveis pela maioria das perdas: Streptococcus agalactiae e Staphylococus aureus. Prevenindo eficazmente ou mesmo curando as mastites subclínicas sem deixar resíduos e com descarte zero do leite.
- Não deve ser utilizado simultaneamente com Mastiplus BR produtos antiinflamatórios a base de corticóides, por sua ação imunodepressora, uma vez que Mastiplus-BR tem ação imunoestimulante.
- O uso de Mastiplus BR não afeta a elaboração de produtos lácteos, por não conter antibióticos e por não deixar resíduos.
SÍNTESE DO MECANISMO DE AÇÃO:
O espectro de ação de Mastiplus-BR é estabelecido na formulação de 13 agentes bacterianos tais como: Streptococcus agalactiae; Streptococcus dysgalactiae; Streptococcus uberis; Stafilococcus albus; Stafilococcus aureus; Escherichia coli; Corynebacterium pyogenes; Salmonella sp; Pseudomonas sp; Klebsiella; Bacillus subtilis; Aerobacter aerógenes e Pasteurella bovis. É um produto que promove a leucocitose e o aumento da taxa de imunoglobulinas, ativando assim o Sistema Imunológico (SI).
O Sistema Imunológico é regido pelas células de memória (linfócitos T e B) e para ativar este sistema é necessário à presença de antígenos. Sabe-se também que os linfócitos T não reconhecem antígenos conformacionais ou estruturas complexas, já os linfócitos B reconhecem e/ou são ativados tanto por antígenos conformacionais como por antígenos lineares. Com base nesses conhecimentos o Laboratório Vitafort, a mais de uma década trabalha com coletas de leite para a identificação bacteriana, que posteriormente são classificadas, selecionadas e clivadas (quebradas) por processo ácido enzimático, a fim de se obter maior apresentação antigênica de imunógenos intracelulares e extracelulares, conseguindo-se então maior rapidez na codificação de resposta do Sistema Imunológico promovendo um aumento do índice de anticorpos, elevando o percentual de cura e prevenção das Mastites clínicas e subclínicas. Mastiplus BR tem atuação curativa em torno de 70 a 80% das mastites subclínicas, sem o uso de antibióticos, evitando resíduos destes no leite, que é extremamente prejudicial à saúde pública e às indústrias de derivados lácteos.
Entre os meios não antibióticos para o controle e tratamento da mastite bovina não podemos desconsiderar os fatores de produção de defesas específica, isto é o Sistema Imunológico, tanto no que se refere à resposta imunológica sistêmica, quanto à resposta local da própria glândula mamária. Com o aumento da leucocitose e das imunoglobulinas séricas os mesmos são carreados ao local do foco infeccioso (úbere), promovendo um aumento da reação inflamatória proporcionando a cura.
Mastiplus-BR é um produto que promove a leucocitose e o aumento da taxa de imunoglobulinas. Nas mastites subclínicas, pela presença do foco infeccioso, existe um quimiotactismo positivo carreando as células de defesas e anticorpos até a glândula mamária, podendo promover um edema, ou seja, uma reação inflamatória normal. Devido a esta reação, nos tratamentos das mastites subclínicas poderão ocorrer sintomas de mastite clínica, num percentual médio de 5% das vacas.
O teste de rotina para identificação das mastites subclínicas (CMT, WMT, CCS, Condutividade elétrica, etc.), deverá ser negativo somente após transcorridos de 15 a 20 dias da última aplicação do tratamento realizado com Mastiplus- BR.
Sugerimos dobrar o número de ordenhas nos tratamentos das mastites clínicas ou crônicas, sendo o ideal 6 (seis) ordenhas por dia, para aumentar a eficiência do Sistema Imunológico da vaca e carrear os germes para o exterior da glândula.
Com o uso de Mastiplus- BR na prevenção, não ocorre nenhuma reação no úbere nem tão pouco variação na Contagem de Células Somáticas (CCS).
Nos tratamentos das mastites subclínicas com Mastiplus BR, observou-se uma elevação na contagem de Células Somáticas (CCS) durante os primeiros 10 dias do tratamento, porque houve uma elevação do número de leucócitos (células de defesa), considerado normal.
Para realização da prevenção das vacas em lactação, devemos identificar os animais sadios através dos testes de rotina já citados acima. Para os casos onde foi identificado mastite subclínica proceder com o tratamento curativo conforme já orientado anteriormente.
QUANDO UTILIZAR O PROGRAMA DE CONTROLE BIOLÓGICO DAS MASTITES?
Quando se deseja através da utilização de vacina, a prevenção de mastites em vacas sadias e no tratamento curativo das mastites subclínicas já instaladas em bovinos e caprinos.
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