
PROGRAMA DE CONVERSÃO ALIMENTAR
INTRODUÇÃO:
A última feira de produtos orgânicos, realizada na Europa (Alemanha-2004) revelou um dado que vem se mostrando bastante promissor para países cuja extensão territorial permita com que não seja comprometida a produção quando se trata de produtos orgânicos visto que na grande maioria das vezes esta produção fica prejudicada pela necessidade de se substituir o convencional por alternativas naturais.
Autoridades competentes vem se mostrando sensibilizada por este fato, o que necessariamente abre um enorme espaço permitindo com que empresas voltada para pesquisa de biotecnologia colaborem efetivamente para amenizar este fato.
O mercado de produtos orgânicos movimentou no ano de 2004 aproximadamente 2 bilhões de dólares e projeta-se para o ano de 2008, 20 bilhões de dólares, cuja participação brasileira não passa de 1%. Este mercado cresce 20% ao ano.
É sabido que a grande procura por produtos brasileiros, especialmente carne bovina, se deve basicamente pelo fato de que o nosso boi é um boi a campo, não consumindo em sua dieta produtos que sejam absolutamente naturais. A UE (União Européia) já determinou que a partir de janeiro de 2006, nenhum produto de origem animal deverá ter em sua dieta antibióticos como promotores de crescimento. O Brasil vem se preparando para isto, pois as barreiras impostas por esta legislação serão uma realidade da qual devemos nos adaptar rapidamente.
Já é largamente conhecido que não existe capacidade de sobrevivência sem a grande colaboração dos microorganismos que habitam o tubo digestivo. No princípio se pensava que bactéria era sinônimo de doença, quando na verdade se sabe que nem todas são, pois as bactérias probióticas promovem a digestão e produção de componentes que são imprecindíveis para sobrevivência independente da ação dos alimentos. Este paradigma felizmente foi quebrado e hoje se usa um recurso de extrema importância que é o PROBIÓTICO, que no Laboratório Vitafort se chama FLORAFORT®, com a finalidade de promover a maior biodisponibilidade dos alimentos, contribuindo para a manutenção dos índices de produtividade, conhecido como promotor de crescimento.
O QUE É PROMOTOR DE CRESCIMENTO BIOLÓGICO
Em termos nutricionais, ruminante deve ser considerado um capítulo a parte e de modo todo especial.
Microorganismos vivos e outras espécies de células bacterianas têm sido usadas com o intuito de melhorar o desempenho do animal, por meio de uma melhor fermentação ruminal (Van Soest, 1994). Ruminante como tal se faz valer desta condição. Toda vez que interferimos na maneira de trabalharmos o alimento permitindo melhor digestão e absorção estamos na verdade incrementando seu crescimento. Isto se chama PROMOTOR DE CRESCIMENTO.
SÍNTESE DO MECANISMO DE AÇÃO
Os principais mecanismos de ação descritos para os probióticos são:
Exclusão Competitiva - Bactérias probióticas ocupam sítios de ligação na mucosa intestinal formando uma barreira física às bactérias patogênicas. O bloqueio dos sítios de ligação na mucosa entérica pelas bactérias intestinais pode reduzir a área de interação nos cecos pelas bactérias patogênicas. Assim, as bactérias patogênicas seriam excluídas por competição (Nurni e Rantala, 1973). Sugere-se que certas espécies de bactérias produtoras de ácido lático competem com coliformes por sítios de aderência intestinal. Algumas espécies de Bifidobacterium têm afinidade pelos mesmos sítios de ligação de algumas espécies de E. coli enteropatogênicas. Desse modo, a hipótese da competição por sítios de adesão pode ser comprovada em alguns casos específicos (Sissons, 1989).
Produção de substâncias antibacterianas e enzimas - Bactérias da microbiota intestinal ou componentes dos probióticos, podem produzir e liberar compostos que têm ação bacteriana especialmente em relação às bactérias patogênicas. As bactérias ácido láticas produzem substâncias que apresentam atividade inibitória tanto para bactérias gram-negativas quanto para gram-positivas (Jin et al.1997).
Competição por nutrientes – A competição ocorre entre as bactérias intestinais por seus nutrientes específicos. A escassez destes nutrientes disponíveis na luz intestinal que possam ser metabolizados pelas bactérias patogênicas é fator limitante de manutenção das mesmas neste ambiente (Gibson e Roberfroid, 1995).
Estímulo ao sistema imune - Bactérias probióticas têm a capacidade de modulação de respostas imunes sistêmicas aumentando o número e a atividade de células fagocíticas do hospedeiro. Um animal simplesmente não consegue sobreviver se não desenvolver uma microbiota intestinal normal. Alguns gêneros de bactérias intestinais, como o Lactobacillus e o Bifidobacterium estão diretamente relacionados com o estímulo da resposta imune por aumento da produção de anticorpos. Entretanto, o verdadeiro mecanismo, pelo qual essas bactérias estimulam o sistema imune, ainda, permanece com muitos pontos a serem esclarecidos (Gibson e Roberfroid, 1995).
Além destas teorias propostas para explicar o modo de ação dos probióticos, uma estreita relação com fatores ambientais, microorganismo específico usado e condições de manejo e saúde do animal hospedeiro foi abordado por (Montes & Pugh, 1993).
Martin & Nisbet (1992), acrescentam que as leveduras não crescem em fluidos ruminais, mas retêm a atividade metabólica e a viabilidade, gerando mecanismos considerados responsáveis pelo aumento da quantidade de bactérias ruminais, tais como: remoção de oxigênio, fornecimento de nutrientes, liberação de fatores de crescimento, tais como enzimas essenciais, vitaminas, principalmente as do complexo B e aminoácidos durante a digestão; e por isso algumas bactérias apresentam melhor desempenho na presença de leveduras. Para os autores Wallace (1994) e Newbold (2001), esses efeitos elevam a taxa de digestão da celulose e o fluxo de proteína microbiana, o que resulta em maior ingestão de matéria seca e, portanto, melhor desempenho.
Segundo Chaucheyras et al. (1997), as leveduras possuem uma função estimulante no crescimento de bactérias celulolíticas e das que utilizam lactato, e também na taxa de degradação da fibra no rúmen.
Conforme Wallace (1994), os efeitos da utilização de leveduras são altamente dependentes da dose e da dieta fornecida.
COMO PROMOVER MAIOR PRODUÇÃO DE CARNE E LEITE
TEXTO FOLHETO TÉCNICO FLORAFORT
QUANDO USAR O PROMOTOR DE CRESCIMENTO
Dentre as causas que afetam a população de bactérias no rúmen pode-se citar os tratamentos com antibióticos e mudança de alimentação como em confinamentos (Dawson et. al.1990).
Gedek (1986) comprova a necessidade da presença dessa flora intestinal normal em equilíbrio para o bem estar do animal relatando que existe uma microflora natural no trato gastrintestinal dos bovinos de difícil definição e composta de aproximadamente 400 espécies em equilíbrio entre si e com o hospedeiro. Estima–se que 90% da microbiota seja composta por bactérias facultativas (aeróbias/anaeróbias) e produtoras de ácido láctico (Lactobaciluus spp, Bifidobacterium spp), incluídas as bactérias exclusivamente aeróbias como os Bacterioides spp, Fusobacterium spp e Eubacterium spp. Os 10% restantes desta flora são constituídos de bactérias consideradas nocivas ao hospedeiro, entre estas, a Escherichia coli, Clostridium spp, Staphylococcus spp, Pseudomonas spp, Blastomyces spp. O desequilíbrio, em favor das bactérias indesejáveis, resulta em infecção intestinal severa que, muitas vezes, pode ser fatal.
A presença de uma microbiota saudável em produção é de extrema importância em se tratando de pecuária de corte ou leite.
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